A Estética da angustia: Uma revelação ontológica do ser: em A Náusea de Jean Paul Sartre à luz do pessimismo metafísico de Arthur Schopenhauer
Palavras-chave:
náusea; existência; sofrimento; estéticaResumo
A angustia sartriana associada ao sofrimento metafisico schopenhaueriano visa uma comparação temática com valor interpretativo, embora ambas sejam categorias filosóficas radicalmente distintas, Sartre e seu existencialismo fenomenológico, Arthur Schopenhauer influenciado por Kant e o idealismo alemão do séc. XVIII, o campo da estética aparece como conciliação possível em uma busca de um sentido existencial ou a ausência dele. A dimensão da angustia sartriana nos envolve em seu romance "A Náusea" com o tema da contingência e liberdade, a negação do real representada pelo personagem fictício Roquentin com suas crises nauseantes na qual o refúgio estético aparece com a música e a literatura que o inspira a agir e criar. Á luz que o filósofo da vontade nos oferece, Arthur Schopenhauer, em seus escritos encontramos uma análise profunda e autentica sobre as artes em sua metafisica do belo, inspirado pela música do maestro e compositor Richard Wagner ele vai encontrar anestesia da dor e do sofrimento metafisico, diagnosticada de forma radical em sua principal obra, "O mundo como vontade e representação", sendo a música sublime e diferente de todas representações. Portanto, enquanto categorias estéticas essa pesquisa visa articular a experiencia do sensível, a reflexão filosófica e a dimensão artística da existência.