Entrevistas na web: reconfigurações formais, discursivas e interacionais na cultura digital

Autores

  • Rafael Marta Carbone Carneiro
  • Bruno César Santos

Palavras-chave:

Entrevista; Cultura digital; Interação; Plataformas digitais; Comunicação contemporânea.

Resumo

As formas de entrevista vêm passando por transformações significativas no iscurs da cultura digital, sobretudo com a expansão de plataformas como YouTube, Instagram e ambientes de transmissão ao vivo. Nessas configurações, a entrevista deixa de se restringir a modelos estabilizados e passa a iscurs formatos híbridos, marcados pela integração entre linguagem audiovisual, espontaneidade e experimentação iscursiv. A interação entre iscursivee, antes mediada por estruturas mais rígidas, passa a ser atravessada por dinâmicas próprias das plataformas, como simultaneidade, participação do público e flexibilização dos papéis comunicacionais. A compreensão dessas transformações pode ser aprofundada a partir das contribuições de Denis Ruellan (1993), ao iscur a entrevista como prática social, e de Beatriz Marocco (2011), ao discutir a construção de regimes discursivos. Já Cremilda Medina (1995) contribui ao enfatizar a dimensão dialógica da entrevista, enquanto José Marques de Melo e Francisco de Assis (2016) permitem compreender suas variações a partir das formas de expressão e das demandas de uso. A observação de diferentes formatos contemporâneos revela que a entrevista, nesses ambientes, se organiza a partir de três eixos principais: a flexibilização estrutural, a ampliação da dimensão interacional e a incorporação de elementos performáticos e técnicos. Esses aspectos indicam um deslocamento da centralidade da autoridade iscursive para a construção compartilhada de experiências, em que a autenticidade, a informalidade e a proximidade com o público tornam-se elementos estruturantes. A partir de uma abordagem iscursive, que articula revisão bibliográfica e análise de práticas contemporâneas, evidencia-se que a entrevista na web se constitui como um espaço de negociação de sentidos, no qual linguagem, tecnologia e cultura se entrelaçam. Mais do que um formato estável, trata-se de uma prática em constante adaptação, cuja compreensão exige o deslocamento de categorias tradicionais e a incorporação de perspectivas que considerem sua natureza híbrida e processual.

Referências

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Publicado

08/05/2026